Patrocínios no futebol feminino brasileiro, a atuação dos namings rights no fomento ao esporte e mais
- Agência Heatmap

- 2 de fev.
- 5 min de leitura

Já está no ar a newsletter com os principais destaques dos mercados de esporte e entretenimento.
Nesta edição, você confere os dados do Ibope Repucom que mostram o avanço dos patrocínios no futebol feminino brasileiro, a importância dos naming rights no fomento ao esporte, com destaque para a Localiza Meoo Swift Pro Cycling, e mais.
Patrocínios acompanham expansão do futebol feminino brasileiro

O avanço do futebol feminino brasileiro também se reflete fora das quatro linhas. Dados divulgados pela Mapa do Patrocínio e produzido pela Ibope Repucom, mostram que, em 2025, 92 empresas estamparam suas marcas nos uniformes das equipes do Brasileirão Feminino, considerando patrocínios fixos, ações pontuais e fornecedores de material esportivo.
Um dado que chama a atenção é o nível de comprometimento das marcas com a modalidade: 50% das parcerias foram exclusivas do futebol feminino. Até agosto do ano passado, apenas a Amazon figurava como patrocinadora confirmada da competição. O cenário evoluiu e, com a participação da heatmap na negociação dos direitos comerciais, mais de 15 marcas estiveram presentes nos jogos decisivos.
A tendência é global. Um estudo da Nielsen Sports, em parceria com a PepsiCo, projeta que o futebol feminino estará entre os cinco esportes mais consumidos do mundo até 2030, com crescimento estimado de 38% e alcance superior a 800 milhões de pessoas.
“O aumento da receita da elite do futebol feminino global confirma que a modalidade entrou definitivamente no radar econômico do esporte. Esse avanço é resultado de maior profissionalização, da melhoria na gestão dos ativos e de um interesse crescente do público, dos patrocinadores e dos investidores, que passaram a enxergar o esporte como uma plataforma consistente de negócios e engajamento. Hoje, o futebol feminino não é apenas uma promessa, mas sim uma realidade que gera retorno significativo para toda a indústria esportiva, com um potencial de crescimento ainda maior para os próximos anos”, afirma Rene Salviano, CEO da heatmap e especialista em marketing esportivo.
O papel dos naming rights no fomento ao esporte

Em sua coluna para o Poder360, Rene Salviano, CEO da heatmap e especialista no marketing esportivo, destacou a importância dos naming rights no auxílio ao fomento do esporte.
Ele inicia o texto destacando que, na maioria dos casos, o que define se um projeto será de pequeno porte e voltado apenas à sobrevivência ou se será estruturado para os próximos cinco ou dez anos é justamente os naming rights.
Ao longo da coluna, Rene aprofunda essa lógica a partir do ciclismo, modalidade que, segundo ele, deixa essa dinâmica ainda mais evidente. Trata-se de um esporte que comunica de forma orgânica saúde, bem-estar e vida ativa, sem abrir mão de alta performance. No entanto, ele reforça que transformar potencial em resultado exige estrutura, e estrutura demanda investimento contínuo. É nesse contexto que Rene aponta o caso da Localiza Meoo Swift Pro Cycling como um exemplo de patrocínio inteligente bem executado.
A equipe surgiu em 2021 e desde o fim de 2025, passou a ser administrada pelo grupo RPM e, para 2026, dá um passo decisivo: a Localiza assume os naming rights da antiga Swift Pro Cycling, reposicionando o projeto com uma estratégia que mira o médio e o longo prazo.
Para ele, esse caso deixa um recado evidente ao mercado: é possível fomentar modalidades especializadas fora do eixo tradicional do futebol, desde que haja profissionalismo, governança, metas bem definidas e visão de longo prazo.
Transferências internacionais no futebol batem recorde

O mercado internacional de transferências do futebol masculino alcançou um novo patamar histórico em 2025. Segundo dados divulgados pela Fifa, os clubes movimentaram mais de US$ 13 bilhões em negociações internacionais ao longo do ano.
É a primeira vez que o volume global de investimentos supera a marca de US$ 10 bilhões em um único ano. Em comparação com 2024, quando foram investidos US$ 8,59 bilhões, o crescimento foi superior a 50%.
O número de transferências também bateu recorde. Ao todo, foram 24.558 transferências internacionais, alta de 7% em relação ao ano anterior, o maior volume já registrado pela Fifa.
A evolução não se limita ao futebol masculino. O futebol feminino também avançou de forma consistente, com 2.440 transferências internacionais em 2025 e um volume de investimento de US$ 28,6 milhões. O valor representa um aumento de 80% em relação a 2024.
CBF define teto para valores de ingressos do setor visitante

A CBF definiu novos parâmetros para a venda de ingressos no Campeonato Brasileiro. A partir da diretriz estabelecida no Manual da competição, o valor máximo cobrado do torcedor visitante não poderá ultrapassar o dobro do ingresso mais barato destinado à torcida mandante, desconsiderando a meia-entrada.
A medida passa a valer para todos os clubes e partidas do Brasileirão, independentemente do estádio, e busca criar maior equilíbrio na política de preços praticada ao longo da competição.
Além do limite de preço, o regulamento também prevê que os clubes visitantes tenham o direito de adquirir antecipadamente até 50% da carga de ingressos destinada ao seu setor, ampliando o planejamento logístico e a organização das torcidas em jogos fora de casa.
Celebridades ampliam presença no futebol

O interesse de atletas, ex-jogadores e celebridades pelo futebol como negócio tem crescido de forma consistente nos últimos anos. Cada vez mais nomes conhecidos do esporte e do entretenimento passaram a enxergar os clubes como ativos estratégicos, capazes de gerar novas receitas e ampliar sua presença no mercado global.
Entre os movimentos mais recentes, o ator Ryan Reynolds ganhou destaque ao adquirir um clube da primeira divisão do futebol colombiano. O ator, que já é proprietário do Wrexham, na Inglaterra, contou com a parceria dos atores Rob McElhenney e Eva Longoria para comprar o La Equidad.
“Temos observado um movimento interessante de celebridades que passam a adquirir participações em clubes de futebol ou em outras entidades esportivas. Assim como em uma empresa, a gestão de projetos dessa magnitude, com tantas particularidades, exige eficiência e competência. Essas celebridades, muitas vezes, já operam como verdadeiras instituições, cercadas por profissionais de diferentes áreas. A chegada de especialistas da indústria do entretenimento agrega muito valor e pode representar um atalho estratégico. Vejo esse movimento de forma positiva e acredito que ele pode aprimorar ainda mais as operações, especialmente porque estamos falando de segmentos com milhões de fãs e seguidores, em que a superexposição ocorre de maneira quase orgânica”, afirmou Rene Salviano, CEO da heatmap e especialista em marketing esportivo, ao as.





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